Cheng Yanyuan pensou ter viajado no tempo para a Europa da Idade Média, tornando-se um príncipe glorioso. Contudo, este mundo parece ser bem diferente do que imaginava. As feiticeiras existem de verdade e possuem poderes mágicos autênticos? Um romance sobre feiticeiras cultivando a terra, levando a agricultura até seus limites.
Cheng Yan sentiu que alguém o chamava.
— Alteza, acorde...
Ele virou o rosto, mas a voz não desapareceu; pelo contrário, tornava-se cada vez mais alta. Sentiu que alguém estendia a mão e puxava suavemente sua manga.
— Alteza, príncipe!
Cheng Yan abriu os olhos de repente. A tela familiar sumira, a mesa de trabalho não estava mais ali, nem a parede forrada de post-its. Em seu lugar, um cenário estranho: casas de tijolos baixas, uma praça circular apinhada de gente e, no centro, uma forca em formato de portal. Ele estava sentado numa plataforma elevada em frente à praça; sob si, não havia uma confortável cadeira giratória, mas sim uma fria e dura cadeira de ferro. Ao seu redor, sentavam-se várias pessoas, todas com os olhos cravados nele. Entre elas, algumas mulheres vestidas como damas da nobreza medieval riam por trás das mãos.
Que lugar era aquele? Não deveria estar correndo para entregar os desenhos? A mente de Cheng Yan estava confusa. Três dias seguidos de trabalho extra haviam levado seu corpo e espírito ao limite; só se lembrava de, já exausto, com o coração disparando irregularmente, deitar-se sobre a mesa para descansar um pouco...
— Alteza, por favor, anuncie o veredito.
Quem falava era justamente o sujeito que lhe puxara a manga. Tinha feições envelhecidas, por volta de cinquenta ou sessenta anos, vestia um manto branco e, à primeira vista, lembrava Gandalf de O Senhor dos Anéis.
Estaria sonhando? Cheng Yan umedeceu os lábios secos. Veredito, que veredito?
Logo entendeu. Todos na praça olhavam para a forca,