O mestre moderno das artes manuais, Xie Hong, foi transportado para a era Zhengde da dinastia Ming. Xie Hong era afortunado, pois o homem mais habilidoso em brincadeiras encontrou-se com o imperador mais amante de diversões. Contudo, Xie Hong também era desafortunado, pois aqueles que acompanhavam o imperador em suas brincadeiras tinham má reputação e eram chamados de bufões.
Em agosto de 2012, as manchetes de todos os principais sites apresentavam a mesma notícia, com um título especialmente chamativo.
“Beber em excesso é perigoso, divirta-se com moderação!”
Quem, movido pela curiosidade, clicava para ler, ficava logo desapontado. Mais uma vez, um título sensacionalista.
O conteúdo da notícia nada tinha a ver com devassidão ou prazeres noturnos, mas sim relatava que Xie Hong, indicado a diversos prêmios e vencedor dos principais troféus no recém-encerrado Concurso Mundial de Artesanato, havia sido levado ao hospital devido à ingestão excessiva de álcool durante a festa de comemoração, vindo a falecer após tentativas frustradas de reanimação, aos vinte e cinco anos de idade…
Artesanato? O que seria isso? A maioria dos leitores fechou a página e foi buscar outro assunto, restando apenas alguns poucos lamentando a decadência dessa arte e a perda de um mestre de sua geração.
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Ano de 18 de Hongzhi, maio.
O céu estava carregado de nuvens e, no coração de Xie Hong, também reinava a escuridão. Ele balançou a cabeça, suspirou mais uma vez — quando chove, goteiras no telhado —, e agora, o que fazer? Pensou por algum tempo, mas continuava sem solução. Esfregou o rosto com as mãos tentando esconder o desalento, forçou um sorriso e só então empurrou o portão gasto do pátio, entrando.
Um sonho que atravessa mil anos.
Xie Hong não morreu. Após um desmaio profundo, surpreendeu-se ao descobrir que viajara no tempo, tornando-se outra pessoa — um jovem pobre chamado também Xie Hong, na