Comarca dos Dois Rios. Na Academia dos Sábios, um renomado erudito fitava furioso os numerosos alunos que causavam alvoroço, bradando com grande indignação: — Do que há para se orgulhar? Já compreenderam por completo os livros dos sábios e dos santos?! — Até Zeng Anmin, de talento tão extraordinário, permanece em seu assento, concentrado nos estudos, e vocês? Imediatamente, todos os estudantes silenciaram. O grande erudito continuou, com voz fria: — A classificação da presente prova da academia já está definida. — A prova de Zeng Anmin conquistou o primeiro lugar entre as três comarcas, e o tema de sua redação foi “Meu Pai, o Governador-Geral”. — Procurem aprender mais com ele! No mesmo instante, o ambiente mergulhou em um silêncio absoluto. Todos os olhares se voltaram para Zeng Anmin, cheios de curiosidade e uma ponta de malícia. Mas Zeng Anmin não lhes dava a menor atenção. Estava completamente absorto em seu painel de habilidades secretas, os cantos da boca se contraindo enquanto observava suas vantagens: (Prismático) Poder Supremo: seu poder de combate será sempre um nível acima do seu estágio atual nas artes marciais. (Prismático) Pacto do Dragão Ancestral: pode consumir anos de vida para elevar seu domínio nas artes marciais. (Prismático) Forja dos Artefatos Divinos: a cada oitenta anos, recebe um artefato supremo das artes marciais, podendo obter um imediatamente. (Dourado) Coração do Guerreiro: a cada metro de distância de seu alvo, a intensidade de sua aura marcial aumenta em 9%. —Irmão, meu pai é um Sábio dos Sábios, por que insistes que eu me torne esse guerreiro rude e inculto?!
Aos trinta anos, Zeng Anmin já havia acumulado mais de cem milhões em poupança, aposentou-se antes do tempo e preparou-se para desfrutar a velhice. Uma mansão de trezentos metros quadrados, dois andares, com um enorme lustre de cristal. E uma irmã que acordava com ele, mas nunca era a mesma a cada dia... O sorriso em seus lábios era sempre marcado.
No entanto, ao acordar novamente, o sorriso que pretendia exibir ficou paralisado. Zeng Anmin esforçou-se para piscar, mas não conseguiu mudar a cena diante de seus olhos. Incenso de sândalo no ar, instrumentos de corda e bambu ressoando. Todos os móveis da casa eram de um estilo antigo, requintado.
"Será que viajei no tempo?"
Olhos vidrados, Zeng Anmin murmurou: "Com tanto esforço, alcancei o patamar burguês, estava começando a aproveitar a vida... O cavalo negro que acabei de baixar ainda nem joguei, e agora me tornei um cavalo de verdade?!"
Logo, as memórias estranhas e familiares em sua mente o fizeram calar-se.
"O Império Santo perdura há seiscentos anos... Cultivadores do corpo, do caminho, da literatura, do budismo..."
"Meu pai é um grande literato, um alto funcionário? Um daqueles lendários governadores?"
"E eu sou um herdeiro decadente, entregue aos prazeres, sem escrúpulos?!"
O sorriso de Zeng Anmin desenhou um arco surpreendente: "Então está tudo bem."
Em sua vida anterior, era um homem de sucesso, com grande cultura literária. Compreendia plenamente uma verdade: filhos de famílias ricas nem sempre podem