Zhang Lingfeng atravessou para a Dinastia Daxia e obteve uma sobreposição de destino em dois níveis. O primeiro nível do destino fazia o cultivo avançar naturalmente: não importava o quanto os métodos de cultivo, as artes marciais ou os limites de reino fossem difíceis, bastava treinar seriamente, e quando chegava o momento certo, o avanço ocorria automaticamente. O segundo nível fazia com que cada ataque desse certo. Não importava o quão forte fosse o oponente ou quão rápida sua movimentação; bastava lançar um golpe — fosse soco ou chute, mesmo que fosse só um jato de saliva — para que ele não pudesse se esconder. O inimigo só poderia se defender e apanhar o golpe, ou então levar um impacto. Desde então, Zhang Lingfeng passou a se encantar por artes marciais de ataque fortes, difíceis para um mortal de cultivar e quase impossíveis de serem suportadas pelos inimigos. Na lança, ele só praticava o estocada reta para a frente. Na espada, só treinava o golpe “um corte, garganta sufocada”. No sabre, só treinava “pescar a lua no fundo do mar”. No punho, só treinava “um soco explosivo”. Especialmente, adorava técnicas de arremesso de facas e armas secretas exclusivas. Este livro também é conhecido como “Não sei fazer artes marciais, só acerto em cada movimento”; “Eu não sei muito, mas cada técnica mata”; “Minha aptidão é medíocre, e meu cultivo depende do momento amadurecer”.
No terreno vazio da família Li, ao norte da cidade, Zhang Lingfeng misturava, conforme a proporção certa, terra cinzenta, cal branca e terra amarela com o auxílio de uma enxada. Após a mistura, o resultado era um barro amarelado adequado para erguer paredes de taipa. Quando a mistura ficou homogênea, Zhang Lingfeng abaixou-se, pegou um punhado de barro e lançou-o ao chão. Observando como o barro se espalhava, percebeu que ainda faltava aderência. Então, adicionou uma colher e meia de água de arroz glutinoso à mistura, mexeu novamente e testou mais uma vez. Agora, ao lançar o barro, o espalhamento limitou-se ao tamanho de uma palma, indicando que o barro estava no ponto ideal para construir paredes de taipa.
— Vamos começar — anunciou Zhang Lingfeng, chamando os demais.
Hoje, a família Li iniciava a construção de sua nova residência, e toda a tarefa de preparar os alicerces e as paredes recaía sobre ele. Ao longo dos anos, Zhang Lingfeng passou de simples ajudante que carregava barro a mestre de taipa. Suas paredes eram reconhecidas por serem sólidas e firmes, impermeáveis e lisas, aclamadas nos povoados do entorno. Até o próprio mestre Liu, quem o introduziu na profissão, admitia não alcançar seu nível, entregando-lhe a liderança da equipe.
— Ao trabalho! — exclamaram os demais, que já aguardavam há tempos. Apesar de não possuírem a destreza de Zhang Lingfeng, conheciam bem o processo e facilitavam seu trabalho.
Zhang Lingfeng, contudo, não ficava de braços cruzados. Participava de cada etapa, atento aos mínimos detalhes, prezando pela precisão e