Ramo da Lagoa da Andorinha

Ramo da Lagoa da Andorinha

Autor: A lua do riacho dorme

Texto revisado: a diferença entre a versão pirata e a original é grande, por favor apoie a edição oficial. Abertura da próxima: “Renasci e casei com o maior inimigo do meu ex-marido” (nome original: Lán Qīngxīn). Xie Tanyou tinha treze anos quando a família de sua avó materna foi engolida por um incêndio; no mesmo ano, a mãe biológica morreu de depressão, e ela foi enviada para uma propriedade isolada. Só três anos depois foi trazida de volta. Ela sonhava em viver em paz, mas encontrou uma madrasta cruel e uma vida na residência onde se sentia sobre gelo fino. Depois, descobriu por acaso a verdadeira causa da morte dos parentes. Para se vingar, teve de reunir coragem e seduzir o maior político da capital. Yan Heng era frio, frio no coração e cruel e impiedoso. Xie Tanyou também o temia, mas resolveu arriscar: só salvando a própria vida poderia vingar a família. Era um dia de forte neve. Xie Tanyou, miserável, tremia no vento e na neve; ao ver Yan Heng, caiu em pranto, o corpo trêmulo, como se fosse se desfazer a qualquer momento. Sua voz estava trêmula: — Você não pode me ajudar? Yan Heng ergueu levemente a sobrancelha: — Com o quê? — Se eu me tornar sua esposa, você me ajuda a matar alguém? — implorou ela. Yan Heng reencarnou. Ao recordar a vida passada, odiou a própria tolice por ter sido enganado por Xie Tanyou e ter se tornado apenas o degrau para ela subir de posição. Nesta nova vida, jurou concentrar todo o poder político nas próprias mãos e fazer Xie Tanyou se ajoelhar suplicando, desejando não ter mais vida. Mas no primeiro dia de reencarnação, ao saber que ela fora enviada embora pela madrasta, Yan Heng passou a noite inteira ajoelhado aos pés do Templo Qinglong, só para pedir ao Mestre Kongjing, de Kōngjìng, que protegesse Xie Tanyou durante três anos. Quando ela retornou à residência, sabendo que havia perigo no caminho, correu imediatamente para salvá-la. Hoje, ao vê-la ainda mais dilacerada do que da última vez, com aqueles olhos limpos cheios de lágrimas, Yan Heng apertou o punho e o soltou, e enfim soltou um longo suspiro. — Tudo bem. Vou considerar isto como o pagamento da dívida de dez anos por ter salvo sua vida e ajudá-la, desta vez, pela última vez. — Está bem, pela verdadeira última vez. — Pelo bem de Deus, só uma última ajuda. Seu guarda-escuro de confiança, com um corvo passando sobre a cabeça dele, murmurou baixo: — Príncipe, da última vez o senhor também disse isso. Depois disso, o país inimigo invadiu. Yan Heng liderou as tropas, mas foi traído por gente de seu próprio lado e ficou encurralado num vale. No quinto dia, a tropa de reforço chegou: a primeira figura que surgiu foi uma mulher montada na dianteira, de olhos frios e firmes, dominando uma lança de guarnição vermelha com maestria, mirando diretamente a cabeça do comandante inimigo. Yan Heng ficou sem reação. Aqueles olhos, aquele corpo que corria como água, ele conhecia demais. Era Xie Tanyou. Na vida anterior, ela poderia ter sido uma águia livre a voar pelo céu; agora, com as asas quebradas, estava presa no palácio profundo. Ela é Xie Tanyou. Notas da plataforma: 1) O herói renasceu; a heroína, mais tarde, vai recuperar memórias da vida anterior, e havia mal-entendidos naquela vida. 2) História limpa para ambos os lados; final “he” (felizes para sempre), cenário de história alternativa. 3) Aviso: passado e presente se entrelaçam; se não gostar, não entre. Quase todo leitor que acompanhou até o fim diz que o protagonista masculino tem “cérebro de romance”; se não gosta disso, também pode não entrar. A heroína é do tipo de desenvolvimento, não é “conteúdo de pura gratificação”; é fluxo emocional, com trama como complemento. [No fim, a heroína aprende artes marciais, se envolve em investigações na corte e até corre para o campo de batalha para salvar uma pessoa a milhas de distância.] Se gosta, leia. Se não gosta, pode sair. Não se force nem force ninguém; respeito mútuo, obrigada. Sinopse de Lán Qīngxīn: Wen Xi era a moça mais provocadora de Bianjing, desde pequena desejada por um único homem. Pais de ambos concordaram e o noivado foi marcado. No dia do grande casamento, ela estava feliz, mas encontrou apenas fileiras de soldados oficiais. O noivo chegou à frente com a espada e matou toda a casa em instantes. O clã Wen virou um rio de sangue. Quando Wen Xi abriu os olhos novamente, estava de volta à noite anterior ao casamento. Para proteger todos da residência, ela teve de procurar aquele que antes havia ferido. Wei Xun, o irmão do imperador: os de fora diziam que ele era habituado a matar e nunca se aproximava de mulheres, mas ninguém sabia que, aos dezesseis anos, ele subira ao muro do clã Wen com ar preguiçoso e fala séria: — Xiaoxi, não ame aquele homem. Venha comigo. Wen Xi recusou de pronto e ainda falou coisas duras. Desde então, Wei Xun nunca mais apareceu à sua frente. * Nessa noite, ela deteve a carruagem de Wei Xun a caminho da residência. Ela o chamou: — A Xun. Em toda Bianjing ninguém sabia, mas eles haviam passado os três anos mais solitários um ao lado do outro. — As palavras que você me disse naquele ano ainda valem? Ao ouvir a voz conhecida, os olhos meio embriagados de Wei Xun semicerraram. Puxou discretamente uma ponta da cortina; entre o torpor, só viu os olhos claros e desamparados da moça. Wei Xun riu de leve: — Não me lembro. Wen Xi apertou: — Aquele ano, você disse: “se um dia eu não tiver para onde ir e ninguém em quem me apoiar, eu tenho você como meu refúgio.” — — — Wei Xun fitou a jovem sob o luar. Em sua mente surgiram apenas aquela menina chorosa e difícil de acalmar, e ele, de temperamento áspero, que só rarefeito era amável. Eles haviam prometido ficar ao lado um do outro para sempre, mas a jovem o enganou e o deixou só numa noite gélida de neve no Jiangnan. Ao se reencontrarem, já se passaram dois anos: naquele momento, ela já era noiva de outro homem. Ao vê-la sorrir para outro, os olhos de Wei Xun ficaram sombrios; num movimento de cabeça, mandou esse homem direto para a grande prisão. Sem o homem que atrapalhava, Wei Xun subiu novamente ao muro do clã Wen, vestindo ainda a mesma roupa do primeiro encontro. Depois disso, ele não lembrava mais do tempo naquele dia; lembrava apenas do desprezo na voz de Wen Xi. Ela o desprezava. Daquela separação já tinha se passado um ano. Encontraram-se de novo, e Wen Xi veio pedir sua ajuda. Wei Xun achou aquilo ridículo; sua voz fria carregava uma fria alegria de vingança: — Então case comigo.

Ramo da Lagoa da Andorinha

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Capítulo 1

No décimo terceiro ano de Linyuan, uma neve intensa caiu do céu.
Toda a capital estava coberta por um manto branco, reluzente e puro, sem um traço de poeira a macular a paisagem.
Naquele momento, o local mais movimentado era, sem dúvida, a mansão do chanceler.
A segunda filha do chanceler estava prestes a se casar com o sétimo príncipe em meio mês; embora o dia do casamento ainda não tivesse chegado, a residência já estava repleta de lanternas e decorações coloridas, pois, naquela manhã, o príncipe solicitara ao imperador um decreto especial para conceder à jovem uma honra única: a mansão foi adornada com vermelho com antecedência, e no dia seguinte, as ruas seriam revestidas de cetim rubro, simbolizando festividade.
No dia do casamento, toda a cidade celebraria; honra semelhante só fora concedida à atual imperatriz desde a fundação do Reino de Liyi, e agora também à segunda filha do chanceler. Por isso, a notícia causou espanto em toda a cidade, e todos diziam que ela era abençoada.
Na mansão do chanceler, as lanternas vermelhas balançavam suavemente ao vento, o pátio dos fundos vibrava com risos e alegria, trazendo vida ao que antes era um lugar sombrio. Apenas o pavilhão Lanxiang, no lado oeste, permanecia quieto e frio.
Ainda era cedo, o sol acabara de nascer.
A luz suave penetrava no quarto, passando pela tela e iluminando Xie Tanyu, que dormia profundamente. Seu rosto estava pálido, sem um fio de cor; de vez em quando, franzia o cenho, como se estivesse atormentada por pesadelos e não conseguisse descansar.
Talvez por causa d

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