Meu Marido Está Carregando Mercadorias no Cais

Meu Marido Está Carregando Mercadorias no Cais

Autor: Song Manan

*Vida de gente da rua e casa simples, portas pequenas, amor depois do casamento [No começo, príncipe mimado que brinca com gatos e passeia com cães; depois, trabalhador do cais silencioso, sensível e inseguro. No começo, dama romântica, exuberante e vistosa; depois, pequena casamenteira prática e protetora]* 1. No condado de Jinning, a rica família Wei desmoronou. Em uma noite, virou aquela “casa em ruína” que todo mundo citava, além de ficar devendo uma fortuna; todos a evitavam. Até a família Jiang, que ia se tornar parente política, desmarcou às pressas o casamento. Quando todos fugiram da casa dos Wei como animais assustados, Liu, a casamenteira de Baihua que queria a todo custo casar a filha na cidade-condado, apressou-se e casou a moça rapidamente. Em vez de se sentir lesada, ela achou que tinha conseguido um bom negócio. Ye Xier, recém-chegada: “…” Vai mesmo agradecer! Wei Ziqian, no tempo em que era o playboy rico, andava pelas ruas a cavalo, acariciava gatos, passeava com cachorros e chamava a galera para sair. Depois da queda da casa, com bens vendidos por nada, casa ancestral hipotecada e dívidas sem fim, ele virou de um em uma de um herdeiro caprichoso em um carregador silencioso, taciturno, sensível e com baixa autoestima no cais. Com os matadores de dívida batendo à porta de vez em quando, Ye Xier, recém-chegada: “…” 2. Ye Xier, que estudou coreano, não tinha vantagem nenhuma no mundo antigo e estava aflita com o dinheiro. De forma inexplicável, foi vinculada ao sistema de casamenteira e se viu obrigada a virar casamenteira. Com uma lista de solteiros e solteiras de centenas de li ao redor, Ye Xier usava os oito caracteres, o zodíaco, os animais, experiência de “casar casal”, e até planilhas de estatística, para encontrar o parceiro mais compatível para cada solteirão. Como a casamenteira mais nova e moderna da cidade, Ye Xier se dedica a criar padrão no ramo: não esconde nada, não mente sem parar, não fecha casamentos cegos nem casamentos sem escolha. Quem diria que aquela moça do campus com salto fino de tiras, ondas de cabelo grandes e brilhantes, rosto de peônia radiante, hoje andava montada num burrinho pequeno puxando laços vermelhos por dez vilas? 3. Em Jinning, aquela velha famosa solteirona finalmente se casou, e de um bom lar também! Quem foi a casamenteira? Dizem que foi a Pequena Ye, a menor casamenteira do condado! — “Pequena Ye, quero casar em Fucheng e virar concubina.” — “Desculpe, esse caso não aceito. Pode ir embora.” — “Pequena Ye, sou viúva há muitos anos e quero achar um velho companheiro que saiba como sou do frio ao calor.” — “Ah? Pode deixar comigo.” — “Pequena Ye, sou fraca, doente, não vivo muito. Ainda tenho chance de arrumar marido?” — “Espera, vou achar alguém de destino auspicioso, de certeza vão envelhecer juntos.” — “Pequena Ye, nasci com má sorte, acabo matando parentes; nesta vida não me atrevo a me casar.” — “Quem disse? Tenho aqui um homem de destino forte, vocês dois combinam demais.” — “Pequena Ye…” — “Espera, preciso ir ao porto pegar meu marido para começar o turno.” 4. À noite, havia apenas uma luz fraca, uma chama de vela tremeluzindo. Ye Xier trabalhava inclinada, escrevendo sem parar, a folha de combinações chiando enquanto rabiscava tabelas. Wei Ziqian estava deitado torto na cama: pele de neve, lábios vermelhos, cantos dos olhos levemente erguidos, cílios longos e curvos. Olhou várias vezes para a escrivaninha e, no fim, não aguentou: “Cof, cof, meu ombro parece estar vermelho e inchado.” Ye Xier, ao ouvir, largou a pena e levantou a cabeça: “Isso porque, senhor, os pacotes que o senhor carregou no cais foram poucos; faltou treino.” Wei Ziqian, depois de um dia inteiro de serviço pesado que quase lhe curvou o corpo: “…” —————— Prévia de **“Remédio de Mostarda”** *Canalha de verdade, a mais mortal* 1. Jiang Jie é uma canalha, e todo o bairro sabe disso. Tem gente ruin em cima da pele e gente ruin por dentro; Jiang Jie é ruin por inteiro. Um ano, ele entra na prisão até oito vezes, com motivos diferentes, e ainda bate no pai biológico com frequência a ponto de levá-lo ao hospital. Não tem repulsa de nada, age de forma arrogante, sem princípios, e seu hobby é fazer dinheiro. 2. Jiang Jie estava sempre ocupado. Quanto? Em uma noite, podia ir a três quartos de mulheres. Muita gente se sente atraída por aquele lado maléfico, selvagem e agressivo que ele carrega. Quando alguém se aproxima trazendo insinuação, ele sorri e diz: “Tá bom.” “Quanto quer? Coloque um preço.” A outra pessoa fica atônita, obviamente em choque. Ele ergue a sobrancelha, sem paciência: “E o quê, não perguntou antes?” “Eu não sou de graça.” 3. Shen Liyao foi criada sempre com remédio por perto, constituição frágil, jeito lento, e não participava de nenhum esporte na escola. Como todo mundo do bairro, ela ouvia os feitos absurdos de Jiang Jie e depois mantinha distância. Só tinha uma dúvida: por que toda vez que ia ao estúdio de piano acabava encontrando Jiang Jie no caminho? 4. Jiang Jie era cru e venenoso, e já parecia enferrujado de maldade. Mas quando Shen Liyao estava no hospital, quem pagou a alta cirurgia foi Jiang Jie, com o dinheiro que tirou do “chefe do distrito”. Depois disso, esse chefe não parou de persegui-lo, agarrando-o sem largar. Toda vez que ele vinha vê-la no hospital, chegava apressado e meio desarrumado. 5. Os vinte anos que Jiang Jie ganhou de qualquer jeito foram trocados por um único coração, colocado no corpo de Shen Liyao. “Dinheiro é sujo; coração é limpo”, ele dizia. O pai dele falou: “Jiang Jie, você é uma má raça por natureza. Te pus esse nome: destino de erva daninha.” Ou seja, destino frágil, curto e leve como capim seco à beira da estrada. Shen Liyao pensou um pouco e lhe disse: “Jiang Jie, já provou mostarda?” O gosto é levemente amargo, com aroma picante e doce, estimula muito o paladar e é único. Pó de mostarda molhado espalha um cheiro especial: tem gente que não aguenta e tem gente que adora demais. Jiang Jie é canalha, mas só Shen Liyao ganhou um coração verdadeiro dele. Nascido “de má linhagem” × Gardenia crocante. 1v1, ele, SC (sinopse com segredos). Quero escrever um protagonista masculino extremamente marcante, de força de vida feroz, moral baixa e lutando sozinho. O corpo inteiro dele é preto; o único ponto branco é aquela flor de gardenia branca no coração, impossível de murchar. Foi justamente esse branco que o impede de ser mau de forma pura e absoluta. —————— 1. A sinopse foi capturada em screenshot em 2022.12.7. 2. Na coluna há um texto concluído, **“A Travessia para se Tornar Escravo”**. Menina rosquinha direta e sem enrolação × escrava triste e feroz, o coitadinho que nunca comeu açúcar.

Meu Marido Está Carregando Mercadorias no Cais

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A Nova Esposa

Folha de cerâmica de cor terrosa nas mãos, cabeça baixa, Ye Xi'er mastigava mecanicamente as folhas verdes com os palitos. O sabor era insípido, sem óleo nem sal, com um leve amargor, pior três vezes do que a janela de menor avaliação do refeitório da universidade. Não era por vontade própria que comia aquelas folhas aguadas; de fato, à mesa só restava aquele prato murcho de verduras e outro de conservas escuras e salgadas. Quando, sem pensar, experimentou um pedaço da conserva, quase foi enviada de volta ao seu tempo, ali mesmo.

Na velha mesa de oito imortais sentavam-se outros dois: sua sogra e a cunhada. Ye Xi'er lançou um olhar furtivo às duas, igualmente silenciosas, bebendo mingau. Esforçava-se para controlar o impulso de virar a mesa, mas sentia-se sufocada, perguntando-se como fora parar naquela situação. Ontem ainda desfilava no dormitório com o mais novo vestido de verão, exibindo os cachos castanhos recém-feitos, saltando com sandálias de tiras finas, radiante ao lado das amigas, pronta para a aula das oito – e o professor de gramática era justamente o jovem gentil e bonito de quem tanto gostava.

Hoje, vestia um volumoso casaco de algodão vermelho de inverno, cabelo preso num coque de mulher casada, adornado com um grampo de madeira, sentada à mesa com a sogra e a cunhada, comendo conserva salgada. Piscou, querendo arrancar duas lágrimas de autopiedade, mas percebeu que, por vezes, o absurdo era tanto que nem chorar era possível.

O almoço terminou, enfim, sob aquele ar opressivo; Ye Xi'er nem cogitou ajudar a limpar a mesa. Lar

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