Tao Yu reencarnou em um mundo que estava sendo devorado pelo abismo, e despertou um segundo talento abissal: desde que estivesse disposto a consumir suficiente força de vontade e vigor, poderia fortalecer incessantemente o efeito de qualquer habilidade comum. O primeiro talento: visão dinâmica → tempo de bala → controle inerente do tempo – aceleração → controle inerente do tempo – parada temporal... Com o auxílio desses talentos especiais, Tao Yu começou a perceber que os fragmentos do mundo dentro do abismo eram peculiares; restos da Terra, e até mesmo lendas terrenas, jaziam sepultados ali...
Ruas iluminadas por lâmpadas de néon, jovens senhoritas trajando vestes sumárias, semáforos ao lado das faixas de pedestres, caminhões desgovernados de terra e entulho...
Bii~~
O apito estridente de uma buzina rasgou o véu do sonho, e Tao Yu despertou sobressaltado, a testa coberta de suor, respirando ofegante.
Um leve odor de mofo, misturado ao azedo do suor, penetrou-lhe as narinas a cada respiração, trazendo-lhe, pouco a pouco, de volta à consciência.
De novo, era aquele sonho. O mesmo sonho vívido, tão real que lhe era impossível distinguir entre a ilusão e a vigília.
Seria ele o trabalhador submisso do século XXI, ou o jovem de quase dezoito anos, prestes a atingir a maioridade nos arredores da cidade? Tao Yu já não sabia dizer onde terminava um e começava o outro.
Nos últimos anos, aquele sonho vinha visitando-o esporadicamente; mas, à medida que se aproximava o dia da Despertar, marcado por seu décimo oitavo aniversário, tornava-se cada vez mais frequente — no último mês, bastava fechar os olhos para mergulhar naquele mundo onírico.
A princípio, atribuíra o fenômeno à pressão e ao estresse próprios do Despertar iminente. No entanto, à medida que as lembranças e informações se sedimentavam, formando um corpo de conhecimento coeso e autoexplicativo, tornou-se impossível negar: tudo aquilo era real.
Se tomasse como parâmetro as narrativas dos romances presentes em sua memória onírica, diria que havia reencarnado em outro mundo...
Ao recordar o