Ela queria que Yun Qianfeng a ajudasse a encontrar uma pessoa “inexistente”; um trabalho tão incerto como esse, Yun Qianfeng jamais aceitaria. Contudo, não teve escolha—ela ofereceu demais...
Cidade de Jiujiang, às margens do lago Bali.
De costas para o lago, uma rua abrigava uma pequena loja. Sobre a porta principal, quatro caracteres dourados reluziam: “Três Qian para Salvar o Mundo”. À esquerda, uma faixa vertical dizia: “No hexagrama, Yin e Yang predizem fortuna e desgraça, e até o destino celeste pode ser alterado”; à direita, lia-se: “Massagem, realinhamento ósseo, Zhuyou, conserto de eletrodomésticos”.
Na rua de fluxo rarefeito, uma jovem mulher de semblante pálido e olhar perdido entrou decidida na loja. Parecia mal ter passado dos vinte; era magra, mas onde deveria ter abundância, transbordava altivez. Aliada ao rosto delicado de traços eruditos, exalava uma sedução sutil e inusitada.
O espaço interno era acanhado, a luz, sombranceira; uma mesa, de frente para a porta, ocupava quase um terço do recinto. Sobre a estante lateral, livros de física de fronteira — física quântica, supercordas — destoavam do tom de uma loja de feng shui.
O clarão do monitor de computador iluminava o rosto atrás da mesa. Nem barba de três mechas, nem túnica taoísta amarela, nem coque de longos cabelos. Era um rosto jovem, alvo; vestia camiseta branca, jeans azul de corte estreito, tênis brancos. Tal aparência e vestimenta seguramente não inspirariam confiança a quem buscasse uma consulta oracular.
Chamava-se Yun Qianfeng, proprietário daquela loja de feng shui.
Ao perceber a chegada de uma cliente, levantou-se apressado e acendeu a luz do ambiente. Era evidente que os negócios não iam bem.
— Olá, em que posso aju…
A frase de Y