A Chegada da Noite

A Chegada da Noite

Autor: Ardil

Uma história de ascensão das raízes mais humildes, digna de ser cantada, de fazer chorar, sorrir e enternecer. Eis a trajetória de um jovem de espírito aberto, cuja busca material prefere o excesso à carência. Nos recantos eternos da colina atrás da academia, ecoa para sempre sua voz perplexa: “Preferes a danação eterna à libertação concedida pelos santos?” ……… (É claro, esta sinopse será, sem dúvida, revisada cuidadosamente em alguns dias; não persistirei por muito tempo nesta tolice.)

A Chegada da Noite

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Início

Há muito, muito tempo, existiam inúmeros lugares insondáveis, e nesses lugares insondáveis, habitavam muitos seres igualmente inexplicáveis.
...

No horizonte do crepúsculo, sobre a vastidão inóspita, pairava uma esfera flamejante; os raios escarlates que emanava lembravam uma labareda colossal, expandindo-se lenta e resolutamente. Sobre o campo, o musgo recém-desabrochado após o degelo cobria a terra como cicatrizes de queimadura, espalhando-se por toda parte. Reinava um silêncio profundo, apenas rompido ocasionalmente pelo grito de uma águia que ecoava do alto ou pelo som distante de antílopes saltando.

Três figuras surgiram na vastidão desolada, reunindo-se sob uma árvore rara daquelas terras, sem trocar palavras ou saudar-se; numa sintonia silenciosa, baixaram a cabeça, como se sob a árvore houvesse algo digno de minuciosa análise e reflexão.

Duas colônias de formigas disputavam ao redor das raízes expostas e pardas da pequena árvore, talvez porque, naquele ermo, um lar tão perfeito quanto aquelas raízes fosse impossível de encontrar. Por isso, a batalha era especialmente feroz; em poucos instantes, milhares de corpos de formigas jaziam no solo, um massacre que, apesar de sua magnitude, não passava de uma profusão de pequenos pontos negros.

O frio ainda imperava; os três, porém, trajavam roupas leves, como se a inclemência não lhes perturbasse, concentrando-se por tempo indeterminado até que um deles murmurou:
— Reino mundano das formigas, como é o Caminho?

Aquele que falava era um rapaz de feições juvenis e corpo esguio, vestin

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