O Reino dos Piratas

O Reino dos Piratas

Autor: Pastor de Baleias do Mar do Norte

Os reis são coroados, erguendo-se das chamas e do sangue; multidões prostram-se em reverência, entoando cânticos aos pés do trono! O destino jamais se mostra misericordioso por amor, nem justo pela grandeza; a lei suprema é a do mais forte! A única utilidade dos canhões é medir as terras do reino! Dentro do alcance de tiro, tudo é verdade absoluta! E nesta era das grandes navegações, dominada por colossais navios e artilharia pesada, a única verdade que resta é... tomar para si! "Espere! O que são aquelas coisas do outro lado do mar? Recuar, recu—ah!" As grandes existências do último Éon já se dissiparam nas brumas da epopeia, enquanto mortais ignorantes ascendem ao poder, limpando seus canhões e içando velas ao vento. Mas, embora esta era tenha mudado, não se transformou por completo. Byron, trazendo consigo um exemplar do [Diário de Navegação], lança-se de cabeça nesta época de mistérios, selvageria e sangue... mas igualmente à beira do colapso. Por um golpe de sorte, sobreviveu à guerra pelo trono entre as Rosas Vermelha e Branca e, com o sangue dos povos piratas que corre em suas veias, ascendeu ao extraordinário, galgando os degraus da [Escada da Glória]. Impondo-se sobre os Sete Mares com sua própria [Lei de Ferro da Realeza — Código dos Piratas], foi coroado [Caçada Frenética: O Rei Tempestuoso Devorador de Sangue]. Só então percebeu que este mundo azul, prestes a afundar, talvez estivesse à espera de... um novo capitão!

O Reino dos Piratas

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Capítulo Um: Arrastar o Quilha do Dragão, Caminhar pela Prancha

Dor!
Uma dor indescritível!
Byron sentia-se como se uma lança de ferro lhe trespassasse o peito, gélido e exaurido, como se algo precioso lhe escapasse rapidamente pela ferida aberta.
Cada nervo em seu corpo convulsionava intensamente, emitindo lamentos e gritos insuportáveis sob o peso de tamanha agonia.
No entanto, ele permanecia incapaz de despertar, prisioneiro de um longo e sombrio pesadelo.
E nesse sonho, existiam dois eus distintos, e duas vidas diametralmente opostas.

O primeiro Byron era órfão, criado em um abrigo, limitado pela dura realidade mas nutrindo o sonho de viajar o mundo.
Infelizmente, após poucos anos de trabalho, antes mesmo de juntar dinheiro suficiente para sua jornada, foi acometido por uma doença rara—esclerose lateral amiotrófica!
Começando pelos membros superiores, foi perdendo gradualmente todas as funções do corpo, até tornar-se incapaz de mover-se, falar, engolir, ou mesmo respirar por conta própria.
Seu corpo tornou-se uma prisão para sua alma, e sozinho, desamparado, sucumbiu à morte.

O outro Byron, embora tenha perdido a mãe ao nascer, contou com um pai rígido e afetuoso, e uma extensa família unida.
Havia o tio, por vezes acometido por enfermidades mentais, mas na maior parte dos dias sábio e gentil;
a tia, bela e suave, que o tratava como a um filho;
o primo, que o levava para caçadas, treinava-lhe na esgrima, equitação e navegação;
a amiga de infância, cúmplice nas traquinagens do dia a dia;
muitos outros parentes solidários e leais;
vassalos, dependente

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